CIRURGIAS

Amigdalectomia

As amígdalas, também chamadas de tonsilas palatinas segundo a nomenclatura atual, são tecidos semelhantes às adenoides e estão localizadas na faringe, no fundo da boca, uma de cada lado. Elas podem ser facilmente visualizadas ao abrir bem a boca diante do espelho e emitir o som da vogal “A”.

As amígdalas fazem parte do sistema imunológico e são responsáveis pela produção de anticorpos, especialmente durante a primeira infância. No entanto, assim como as adenoides, quando aumentam excessivamente de tamanho, podem causar obstrução respiratória, roncos e apneias do sono.

Em algumas situações, as amígdalas também passam a atuar como foco de infecções recorrentes, com episódios repetidos de inflamação. Nesses casos, pode ser indicada a amigdalectomia, que é a remoção cirúrgica desse tecido.

A cirurgia consiste na retirada completa das tonsilas, separando-as do músculo da faringe. O procedimento é realizado pela boca, sem a necessidade de cortes externos. Trata-se de uma cirurgia considerada de baixo risco, com baixo índice de complicações.

Pode ser realizada com lâmina de bisturi, segundo a técnica convencional, ou com bisturi por ablação fria ou coblator (assim como na adenoide). O coblator aumenta o controle do sangramento, visto que a cauterização é realizada no mesmo momento em que as amigdalas estão sendo removidas. E com vantagem em relação aos cautérios convencionais, pois como se trata de ablação fria, sua cauterização é em muito menor temperatura.

O pós-operatório da amigdalectomia costuma ser doloroso, sendo que a intensidade da dor tende a ser maior quanto mais velho for o paciente. O coblator está relacionado a um pós-operatório um pouco menos doloroso. O acompanhamento médico e o seguimento das orientações pós-operatórias são fundamentais para uma recuperação adequada.